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Baldur's Gate 4: Owlcat aceitaria o desafio, mas será que está pronta para a missão?

Com a Larian fora da franquia, quem pode assumir Baldur's Gate? A Owlcat Games, de Rogue Trader, diz que seria uma honra e um enorme desafio. Será que a Hasbro vai chamar?

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Baldur's Gate 4: Owlcat aceitaria o desafio, mas será que está pronta para a missão?

A saída da Larian Studios de Baldur's Gate deixou um vazio gigante no coração dos fãs de CRPGs. Desde que a desenvolvedora anunciou que não faria uma continuação e seguiria com projetos próprios, a pergunta que não quer calar é: quem vai assumir a franquia mais amada do RPG de mesa nos videogames? Enquanto uns especulam, a Owlcat Games, responsável por Pathfinder e Warhammer 40,000: Rogue Trader, já deu seu recado: toparia o desafio, mas sabe que a missão é das grandes.

Uma franquia pesada demais

Fazer um sucessor para Baldur's Gate 3 não é tarefa para qualquer estúdio. O jogo da Larian elevou a régua do gênero, vendeu milhões de cópias e levou o CRPG para um público muito além dos nicho. Nesse cenário, qualquer desenvolvedora que assumisse a sequência estaria sob enorme pressão, tanto da crítica quanto da comunidade.

A Owlcat sabe muito bem disso. O co-fundador do estúdio, em entrevista recente, afirmou que seria uma "grande honra" receber um convite da Hasbro, mas também classificou como um "grande desafio" a possibilidade de trabalhar na franquia. Não é para menos: Baldur's Gate é uma das marcas mais queridas do RPG ocidental, com mais de 25 anos de história e uma base de fãs que não perdoa deslizes.

A própria Hasbro, dona dos direitos de Dungeons & Dragons, já tentou atrair outros estúdios para o projeto. Segundo relatos, a Archetype Entertainment, liderada por James Ohlen, ex-BioWare, recebeu a proposta de fazer Baldur's Gate 4, mas recusou. O motivo? O projeto levaria pelo menos metade de uma década de desenvolvimento, e a equipe preferiu focar em Exodus, sua nova IP com clima de Mass Effect.

A tradição da Owlcat em CRPGs

A Owlcat surgiu em 2016, fundada por veteranos de estúdios como Nival e Heroes of Might and Magic. Desde então, a desenvolvedora construiu uma reputação sólida no nicho de CRPGs. Pathfinder: Kingmaker e Pathfinder: Wrath of the Righteous são considerados por muitos fãs como os sucessores espirituais dos clássicos da BioWare, com uma complexidade mecânica rara nos dias de hoje.

Mais recentemente, a Owlcat lançou Warhammer 40,000: Rogue Trader, que apesar de alguns problemas de polimento, mostrou que o estúdio sabe se aventurar em universos diferentes sem perder a essência do gênero. Essa experiência com franquias licenciadas, inclusive, pode ser um trunfo caso a Hasbro queira alguém que entenda a importância de respeitar a tradição de D&D.

Por outro lado, a Owlcat não tem o mesmo orçamento da Larian. Seus jogos costumam ser ambiciosos, mas com produção mais modesta, o que levantaria dúvidas sobre a capacidade de entregar algo no nível técnico de Baldur's Gate 3. O próprio co-fundador reconheceu a dificuldade, dizendo que seria preciso estudar muito para conseguir capturar a magnitude do jogo original e da própria franquia.

Impacto para os jogadores brasileiros

Para o público brasileiro, essa discussão é especialmente relevante. A comunidade de CRPGs no país cresceu bastante nos últimos anos, impulsionada pela popularização de D&D e de jogos como Baldur's Gate 3. Muitos jogadores brasileiros migraram de outros gêneros para se aventurar nos RPGs de computador, e a perspectiva de uma nova entrada na série, feita por um estúdio que já tem fãs no Brasil, é animadora.

A Owlcat, inclusive, tem um histórico de suporte à localização em português? Ainda não, mas a Larian mostrou que o mercado brasileiro é importante, com legendas em português desde o lançamento de Baldur's Gate 3. Caso a Hasbro decida seguir com a Owlcat, seria essencial manter esse padrão, algo que a comunidade brasileira com certeza cobraria.

No fim, o futuro de Baldur's Gate 4 ainda é incerto. A Hasbro parece estar buscando um estúdio que tenha experiência de sobra, mas também a capacidade técnica e financeira para honrar o legado. A Owlcat, com sua paixão por CRPGs, está disposta, mas consciente de que não é uma tarefa simples. Resta saber se a dona de D&D vai apostar na aposta certa ou se, como já aconteceu antes, o projeto vai ficar engavetado por mais alguns anos.

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